Anti-oxidantes – Parte I

Todos os anos há uma “pancada” que afecta a humanidade, nos últimos anos tem sido usar as palavras anti-oxidante a pontapé. “Come *inserir nome de fruto exótico* que é super anti-oxidante!”. Lentamente, fomos introduzindo no nosso vocabulário as palavras anti-oxidante e passou a ser um termo perfeitamente banal e usado aos pontapés em relação a tudo. Agora pergunto, mas sabem o que é efectivamente um anti-oxidante e o que faz? Continuem a ler e eu prometo esclarecer tudo.

Para compreender o que é um anti-oxidante, vamos primeiro compreender o processo que este combate: o stress oxidativo. O stress oxidativo consiste basicamente na presença de espécies reactivas de oxigénio que causam o envelhecimento e, ao longo dos anos podem causar doenças como o cancro e doenças neurodegenerativas entre tantas outras que se suspeita terem origem num desiquilíbrio destes. No entanto, o nosso organismo possui a capacidade de neutralizar estas espécies reactivas de oxigénio, na sua grande maioria, mantendo o equilíbrio redox do organismo e a saúde das nossas células, embora o envelhecimento não consiga nunca ser combatido, como se sabe, embora se desconheça ao certo o porquê!

Vou tentar explicar isto de uma maneira relativamente simples, mas aviso desde já que Bioquímica nunca foi o meu forte: pensem neste processo como um jogo onde os peróxidos ou um radical livre (ou outra espécie de oxigénio reactiva) roubam às nossas células um electrão, do qual precisa muito para manter o seu metabolismo normal e para sobreviver, basicamente. A célula fica “desesperada” sem esse electrão e, se for uma célula “saudável”, com “os chakras alinhadinhos” (brincadeirinha, a quem não percebe ironia, boa?), recupera deste golpe sozinha e prossegue na sua vidinha. Se for uma célula mais infeliz da vida dela, vai fazer uma de duas coisas: ou vai roubar o que precisa da célula do lado, ou vai suicidar-se placidamente, qualquer uma delas vai causar um desquilíbrio. Quando uma disrupção destas ocorre e não é corrigida, os danos podem ser incorporados no DNA, surgindo mutações neste e consequentemente nas proteínas que são transcritas através deste.

E o que faz com que estas espécies reactivas oxidantes existam no nosso organismo? Fenómenos que todos conhecemos como o stress, poluição, má alimentação, que se traduzem num desequilíbrio de espécies reactivas de oxigénio.

Vejam como é pseudo-intelectual colocar aqui um esquema com mutas setinhas!

Eu sei que não é um processo básico (e eu cortei aí umas 20.000 etapas e termos importantes, os cientistas que lerem isto, que me perdoem o sacrilégio, sim?), mas eu tenho dificuldade em compreênde-lo em toda a sua plenitude, e sinceramente, nunca ninguém mo explicou até hoje de forma muito eficiente também, por isso espero que vos dê uma ideia geral do que se passa milhares de vezes ao dia, no vosso organismo e do quão maravilhoso ele é a combater o que lhe faz mal. A máquina da natureza nunca deixa de me abismar…

Vamos então passar ao que é um anti-oxidante! Um anti-oxidante é então um composto que tem protões daqueles que precisamos em excesso e que os pode ceder à vontade às nossas células, impedindo-as de ter danos. Agora que já esclareci o que é o stress oxidativo, fica bem mais fácil. Basicamente são compostos “protectores” que nos cedem o que precisamos quando precisamos.

A maioria dos alimentos que vêm da natureza (com excepção, talvez, da carne, que não tenho a certeza, atenção) têm algum potencial anti-oxidante, embora uns tenham mais que outros. No entanto até os alimentos apodrecem e, adivinhem o que é apodrecer? Isso mesmo, oxidação.

Há uns anos atrás, pensou-se que seria uma ideia fixe espalhar anti-oxidantes na pele a ver se ajudava alguma coisa no envelhecimento e constatou-se que sim, que topicamente há algum efeito.

No próximo capítulo desta novela vamos falar sobre alguns dos que existem no mercado e o que é que têm que combate a oxidação e pode ser que me apeteça falar de uma coisa que é o PAO (potencial anti-oxidante).

Estamos conversados em relação a esta parte?

12 thoughts on “Anti-oxidantes – Parte I

  1. Anónimo diz:

    Eu peço desculpa pela intromissão, geralmente apenas lei nao tenho por habito comentar. Mas peço desculpa pela intromissão, pois julgo, dos meus tempos de química, que os protões estão no nucleo (assim como os neutrões), e não se conseguem roubar protões. São os electrões (as cargas negativas) que gravitam em diferentes niveis, que podem ser roubados. O que viaja nentre compostos diferentes. Conferindo assim carga positiva (por deficiencia) a celula que fica lesada de electrões.

    Peço desculpa pelo testamento mas achei que devia avisar.

    Adoro o blog e a minha rotina de cuidados tem muito daqui ao dia de hoje!

    Um bjinho

    Marta

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  2. m_I_a diz:

    Olá Marta, não é intromissão nenhuma. Tem razão em parte, mas está a confundir dois conceitos: o núcleo de um átomo e o núcleo de uma célula. De facto, os protões, bem como os neutrões apenas existem no núcleo de um átomo, mas existem na célula em vários locais. O processo de oxidação-redução é frequentemente falado como um equilíbrio de electrões, mas in vivo, existe um equlíbrio de protões envolvido, que vem do ATP.

    Mas foi muito bem reparado e muito obrigada 😀 Beijinho!

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  3. Cátia Antunes diz:

    Penso que aqui o que fará confusão a mais gente, é que o Hidrogénio (H) átomo é o mais simples de todos, só tem 1 protão (núcleo) e 1 neutrão. É o único que não tem neutrões (tb núcleo), assim quando perde o seu electrão fica com carga positiva e a sua constituição é unicamente o protão do seu núcleo. Assim H+ é o ião de hidrogénio ou “O Protão”, porque na verdade ele não é mais nada que um protão sozinho, sem o seu electrão perdido 😛
    Beijinhos Sara, gostei bué do post 😉
    (vim contribuir com “nerdisse” lol)

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